YVALDIS
III · Jogabilidade

PK, minijogos e cassinos

Documento 23 · 6 min de leitura

Complementa 13-pvp.md. Regra de base do projeto continua: ninguém perde item NFT nem equipamento vestido ao morrer.

1. PK (matar outros jogadores fora do consentimento)

PK existe, porque um mundo "onde se pode fazer tudo" precisa de crime de verdade. Mas o crime tem custo, rastro e resposta dos outros jogadores. Referências: Ultima Online (o caos sem freio afastou novos jogadores e levou ao mundo separado Trammel), Lineage 2 e Albion (karma e zonas por cor), EVE (segurança por sistema, o crime é permitido mas a polícia responde), Sword Art Online (cursor laranja, jogadores-assassinos caçados).

Onde se pode atacar sem consentimento

Área PK? Resposta
Cidades e vilas, paraísos (área de descanso) Não. O golpe não sai. —
Regiões iniciais (bloco de lançamento e vizinhas) Não, só duelo ou bandeira de PvP —
Estradas e regiões médias Sim Guardas patrulham as estradas, karma cai muito
Regiões distantes, mar aberto, Profundezas Sim Karma cai, sem guardas
Zonas disputadas Sim, sem karma (é o lugar disso) —

Karma e cursor

  • Cursor de cor sobre o jogador: branco (normal), amarelo (atacou alguém, por alguns minutos), vermelho (PK: matou quem não se defendia).
  • Defesa legítima não suja: quem é atacado e revida continua branco.
  • Ser vermelho custa:
    • guardas atacam; cidades fecham o portão (só entra disfarçado, com poção de alquimia que dura pouco);
    • lojas NPC cobram mais ou não vendem; balsa e dirigível recusam;
    • ao morrer vermelho, perde mais carga e ouro e pode deixar cair itens não vestidos e não NFT da mochila;
    • nome aparece no quadro de procurados das cidades.
  • Limpar o nome (o "remover PK" pedido):
    1. Tempo jogado fora de combate (o karma sobe sozinho, devagar, só com o jogador online e ativo);
    2. Trabalho de redenção: tarefas para o templo, serviços para a vila que sofreu;
    3. Multa no templo, paga em ouro (não em token, para não virar "pagar para matar");
    4. Prisão: entregar-se aos guardas e cumprir pena curta em minijogo de trabalho (quebrar pedra, lavar louça do quartel).
    • Não existe item da loja nem NFT que limpa karma.

Caçadores de recompensa

  • Qualquer jogador pode pôr recompensa (em ouro) na cabeça de um PK do quadro de procurados.
  • Quem mata o PK recebe a recompensa; o sistema impede combinar com o próprio PK (mesma conta, mesmo clã, mesmo IP repetido, intervalo mínimo).
  • Só entra no quadro quem tem karma vermelho. Cada alvo tem teto de recompensa acumulada e prazo de validade, contra assédio por recompensa em massa.
  • Antiluio também no drop de PvP: o mesmo bloqueio vale para a carga e o ouro que caem ao morrer (mesma conta, clã ou IP, mesmo par com mortes repetidas), e há teto diário de valor recebido por mortes (ver 13).
  • Clãs podem ser ordens de justiça (milícias) com contrato com uma cidade, ou guildas de ladrões com esconderijo nas Profundezas e no mar.

Proteções contra abuso

  • Proteção de iniciante (primeiras horas) e, para atacar fora das zonas disputadas, limite por poder de equipamento e tempo de conta (o escalonamento de nível é só PvE, ver 20 §2.4).
  • Registro do primeiro dano e do gatilho de cada combate: quem iniciou define quem é atacante, para a isca (levar o alvo a atacar primeiro) não render "defesa legítima".
  • Repetição contra a mesma vítima pesa muito mais (anti-perseguição).
  • Ninguém perde progresso de missão nem casa por PK.
  • Registro do servidor de cada morte para denúncia.
  • Bots e multicontas não podem "fabricar" karma (matar a própria conta secundária não conta, recompensa não paga).

2. Minijogos

Princípio: minijogos são parte do mundo, jogados com as mãos em primeira pessoa (bom em VR), e cada um tem razão de existir na economia ou na vida social.

De profissão (a qualidade sai da habilidade, ver 09):

  • Forja no ritmo do martelo; alquimia na proporção e no fogo (ver 22); pesca com linha e luta com o peixe; cozinha (tempo e tempero); carpintaria naval; lapidação de gemas; costura; ordenha, tosquia e domar montaria.

De taverna e de rua (sociais, entre jogadores):

  • Cartas próprias do mundo (um jogo de cartas colecionáveis com cartas que se encontram no mundo, como o Gwent do Witcher), dados, xadrez e damas, dardos, queda de braço, quebra-cabeças de baú, jogo da bebida (efeito visual).

De festival e de mundo:

  • Corridas de montaria e de barco; pesca de torneio; caça ao tesouro com mapa feito por outro jogador; colheita; dança e música (instrumentos tocáveis: o jogador toca as notas, pode tocar em grupo).
  • Arena de combate de exibição; justa a cavalo; corrida de dirigível nos festivais de Celéstia.

Recompensas: ouro, reputação, títulos, cosméticos de jogo (não NFT), receitas e cartas raras. Nada que dê vantagem de combate grande.

Sem aposta: não se aposta ouro, itens nem token entre jogadores nos minijogos (dados, cartas, corridas, pesca de torneio). Torneios com entrada em token só depois do parecer jurídico (habilidade vs. sorte, ver 16).

3. Cassinos — EM ESPERA

Decisão do dono (26/10/2026): cassinos ficam em espera. Nada desta seção entra no plano, no lançamento nem no whitepaper até nova decisão. O texto abaixo fica só como registro da análise.

O jogador pediu cassinos em algumas regiões regulamentadas. É o ponto de maior risco jurídico do projeto, porque o jogo tem token e NFT com valor de mercado:

  • No Brasil, a Lei 14.790/2023 regulou apostas e cassino online com outorga federal. Segundo notícias de outubro de 2026, a Medida Provisória nº 1.394, de 25/09/2026, proibiu as apostas e os cassinos online no país. (Conferir com advogado: MP perde validade se não for votada; o cenário pode mudar.)
  • Nos EUA e na UE, jogo de azar = aposta + sorte + prêmio com valor. Se a ficha ou o prêmio puder virar dinheiro, direta ou indiretamente, é cassino real e exige licença. Exemplo: o processo contra a Big Fish Games (Washington) por cassino "social" terminou em acordo de US$ 155 milhões.
  • Se o ouro do jogo puder ser trocado por token entre jogadores, o ouro tem valor de mercado, e apostar ouro já seria aposta com prêmio de valor.

Desenho proposto (cassino sem valor de saída):

  • O cassino funciona só com fichas. Fichas se compram com ouro, num limite por dia.
  • Fichas nunca voltam a ser ouro, token, NFT nem item negociável. Fichas e prêmios são presos à conta: não se vendem, não se trocam, não se dão.
  • Prêmios: títulos, roupas e móveis de cassino presos à conta, emotes, música, entrada em torneios. Nada com valor fora do cassino.
  • O ouro gasto em fichas sai da economia (ralo do ouro).
  • Proibido: apostar token ou NFT; caixa de prêmio paga com dinheiro (loot box); apostas entre jogadores com ouro ou itens negociáveis (apostas entre jogadores só com fichas).
  • Torneios de habilidade (cartas, xadrez, corrida) podem dar prêmio de valor, como jogo de habilidade, mas também passam pelo parecer jurídico.
  • Regiões regulamentadas no jogo: há cassinos em Porto Sal (cassino de cais), Miragem (palácio do oásis) e Celéstia (salão do céu). Cada um tem regras da cidade, guardas, e nenhuma luta dentro.
  • Proteção: idade mínima +18 para entrar no cassino (conta verificada) e limite de tempo e de fichas por dia; botão de autoexclusão; o cassino pode ser desligado por país se a lei local proibir.
  • Tudo isso exige parecer jurídico antes de abrir (já é pré-requisito do token, ver 16).

4. Em resumo para os outros documentos

  • 13-pvp.md: as regras de karma, cursor e recompensa daqui valem para todo PvP fora de arena e zona disputada.
  • Cassinos em espera: nada entra em 08, 14 nem 16.