YVALDIS
IV · Economia

Tokenomics v2

Documento 38 · 38 min de leitura

Pedido do dono (03/11/2026): tokenomics sustentável a longo prazo e, de preferência, crescente; a documentação completa antes de começar o jogo (palavras exatas em 00). Este documento é o desenho v2 e o motivo de cada regra. 14 diz o que vale hoje, de forma curta; os dois não podem se contradizer. Os números vêm de modelos/tokenomics_v2.py (saída em modelos/tokenomics_v2-saida.md, testes em modelos/test_tokenomics_v2.py).

Como ler "crescente". O que cresce é a demanda real pelo token, puxada por mais jogadores, mais terra, mais criadores e mais capítulos. A oferta só pode encolher. Nada aqui promete, projeta ou anuncia preço. O preço que aparece no modelo é um teste de estresse: serve para ver o que quebra quando cai, não para dizer onde vai estar.

Duas decisões do dono, no mesmo dia (03/11/2026), moldam §G e §I. (1) Ninguém do time injeta dinheiro: o time contribui só com trabalho, e a liquidez de protocolo abre só com token, com piso e sem dólar do estúdio. (2) O catálogo do próprio estúdio é só cartão e PIX; o token paga item de criador, escritura, caução, taxa de cunhagem e o mercado entre jogadores. As palavras exatas e o motivo estão em 00.

Terceira decisão do dono, em 03/11/2026 ("pode aplicar"): as nove propostas P1 a P9 de 39 estão adotadas. Elas entram em §D (temporada retida, com teto por conta e pessoal), §E (relatório econômico, responsável pela economia, chaves e ponte), §I (guarda de novatos como alarme) e em 15 (pasto com prazo, sem venda antecipada de terra). Nenhum parâmetro de regra do v2 mudou. O registro está em 00.

As regras de sempre continuam: NFT só cosmético, escritura, decoração e título, nunca poder; ouro nunca vira token; nenhuma venda, airdrop ou token com valor real antes do parecer jurídico; sem staking com juros, sem APY, sem voto sobre a tesouraria; o que o jogador ganha é um extra pequeno e variável; o estúdio não guarda ativo de jogador; token só para 18+ verificados.

Resumo

Regra v2 Problema do v1 que corrige
A Oferta fixa de 1 bilhão, sem cunhagem; reserva e tesouraria liberam juntas ≤ 50% da queima do trimestre anterior A queima era desfeita: reserva e tesouraria liberavam até 100% da queima
B Caução devolvível (terra, sede de clã, estandarte, anúncio de criador), travada enquanto o direito existe Ninguém precisava segurar token (velocidade alta)
C Economia de criadores: a parte do criador é sempre paga em token; quando o comprador paga em cartão, o estúdio compra o token no mercado A compra vinha de 20% da receita (forma de divisão de lucro)
D Temporada só da reserva, ≤ 25% da queima da temporada anterior, pausa automática com queda de 30% em 30 dias; retida 30 dias com estorno, teto por conta de 10× a mediana, elegibilidade pessoal Fundo grande (80% da queima) e vendido inteiro todo mês; sem defesa contra conta banida, conta gigante e conta emprestada (39)
E Tesouraria nunca vende token; contas pagas em dinheiro; relatório econômico mensal, responsável pela economia nomeado, chaves independentes com trava de tempo A tesouraria vendendo era a maior saída de 37; relatório só da tesouraria e chaves sem regra (39)
F Equipe 12 + 72 meses; parcerias por marcos em até 60; testers como no v1 Pico de liberação de 5,9 mi por mês
G Liquidez de protocolo aberta só com token (US$ 0 do estúdio), com piso, sem incentivo pago; TWAP longo no 1º ano e disjuntor no oráculo Liquidez sem regra
H Ralos do estúdio com preço em dólar, cobrados em token pelo TWAP Ralos com preço em token, que barateiam quando o preço cai
I Portão do token (receita de cosmético ≥ US$ 0,40 por ativo no beta); catálogo do estúdio só em cartão e PIX; controlador de ralos de ouro pela banda ligado; guarda de novatos como alarme Estúdio dependia de conversão otimista
J Regras de comunicação (§"Como falar disso") —

1. Diagnóstico do v1

  1. A queima é desfeita. No v1, reserva e tesouraria podiam liberar "até a queima do mês". Usada até o limite, a variação líquida é zero. No modelo, cenário base, reserva e tesouraria do v1 liberam 595,8 mi em 120 meses contra 893,1 mi queimados: 67% da queima volta a circular. A oferta só encolheria de verdade depois de a reserva acabar.
  2. Velocidade. Todo uso do token era "compra e gasta na hora": cosmético, imposto, taxa. Ninguém precisava segurar token. Uma moeda que ninguém segura sustenta pouco valor (MV = PQ), por mais jogadores que existam. No v1, a caução por circulante é 0%.
  3. Pressão de venda estrutural. 37 §2 mostra a tesouraria vendendo como a maior saída: US$ 68,5 mil dos US$ 123,3 mil que saem por mês com 200 mil ativos. O fundo da temporada era suposto vendido inteiro todo mês.
  4. Forma jurídica. "20% da receita compra token para distribuir" lê como divisão de lucro: o jogador recebe por causa do resultado do estúdio. A compra precisa estar ligada a consumo dentro do jogo, não ao lucro.
  5. Preço reflexivo, sem escolha explícita. Os documentos do v1 cobram em token (15: imposto "pago em token"; 33 §5: lote declarado em 100.000 tokens), enquanto o modelo v1 tratava os fluxos em dólar fixo. Preço em token barateia o ralo quando o preço cai (pró-cíclico). Com o preço a um quinto, o ralo em token arrecada um quinto do dinheiro e queima os mesmos tokens; o ralo em dólar arrecada o mesmo e queima 5 vezes mais tokens (§H). No êxodo do modelo atual a diferença no fundo do preço é pequena (0,50 com ralos em token, 0,51 com ralos em dólar); o argumento que sobra é o do próprio ralo.
  6. O estúdio depende da conversão. 37 §3: com 2% pagando US$ 8, cada ativo custa mais de servidor do que paga. A premissa de 5% × US$ 15 é otimista.

2. O desenho v2

Cada mecanismo traz: por quê, números, o que o modelo mostra e o problema do v1 que corrige. Números marcados como proposta estão na lista de calibração (§7).

A. A oferta só encolhe

Por quê. Se tudo o que é queimado pode voltar, a queima é contabilidade, não redução. A regra precisa garantir que, sempre que o jogo tem atividade, sai mais do que entra.

Números.

  • Oferta máxima: 1.000.000.000, cunhada de uma vez, sem função de cunhar mais. Queima é permanente; nada é emitido para "casar" com ela.
  • Reserva + tesouraria liberam juntas no máximo 50% da queima do trimestre anterior. A temporada (D) usa no máximo metade disso (25%); o resto cobre liquidez em faixa (G) e criador em falta (E).
  • Única exceção: no primeiro ano, a liquidez de protocolo (só os tokens dela, nunca da reserva) pode entrar no pool em faixa sem esse teto (G).
Grupo % Liberação Por que esse tamanho
Reserva de jogadores e criadores 55% Só pela regra acima É o teto de tudo o que pode ir a jogadores e criadores (temporada, bolsa de criador, prêmio depois do parecer). Recebe o que sobra dos outros grupos: o token que nenhum grupo precisa fica travado sob a regra da queima, e não com alguém que possa vender. Como só libera 25% da queima, o tamanho é um teto, não um calendário
Tesouraria 13% Só pela regra acima; nunca vende No v1 (20%) ela pagava contas vendendo token. No v2 só tem três usos: liquidez, criador em falta e queima. No modelo ela adianta no máximo 0,2 mi a criadores em 120 meses e termina com mais do que começou (recebe 1 ponto da taxa). É folgada de propósito: o excesso pode ser queimado no relatório anual
Equipe e fundadores 15% 12 meses de carência + 72 lineares, a contar do lançamento público Mantém a decisão do dono; a mudança é o prazo (F)
Parcerias 7% Por marcos verificáveis, teto de 60 meses Os criadores saíram daqui (são pagos pelas vendas, C, e pela reserva). Ficam prestadores, auditorias e parceiros de rede. Proposta; calibrar com contratos reais
Testers 5% 25% no lançamento + 12 meses; só depois do parecer; um KYC por pessoa Como no v1
Liquidez de protocolo 5% 5 mi de tokens no pool do lançamento, sem dinheiro do estúdio; o resto só entra em faixa ou pareado com dinheiro de compradores, ao preço do momento (G) Como no v1 em tamanho; a diferença é que o LP fica com a tesouraria e não circula solto, e o time não põe dinheiro

Grupos de calendário fixo: 27% (v1: 30%).

O que o modelo mostra. Em todos os cenários e nas 500 corridas do Monte Carlo, a oferta nunca sobe. Em 120 meses, o cenário base queima 309,7 mi (31,0%); o pior trimestre libera 43% da queima anterior (teto 50%). Entre os cenários nomeados a queima vai de 29,3% (estagnação) a 31,2% (crescimento). No Monte Carlo, a variação líquida da oferta fica entre −32,6% e −17,2% (P10 a P90), com mediana de −29,6%. A queima varia pouco entre os cenários nomeados porque, com oferta que só encolhe, quem se ajusta é o preço: o que é liberado acaba queimado.

Corrige: diagnóstico 1.

B. Caução: demanda que fica

Por quê. Para uma moeda segurar valor, alguém precisa segurá-la. A caução prende token enquanto um direito existe no jogo e devolve o mesmo valor nominal quando o direito acaba. Não rende nada: não é staking, não paga juros, não conta para recompensa. Quanto mais terra, clãs e criadores, mais token travado. Esse é o principal mecanismo de demanda que cresce com o jogo.

Números (proposta).

Direito Caução Observação
Lote urbano US$ 150 Por cima do imposto Harberger (15), não no lugar dele
Lote rural US$ 80
Concessão US$ 400 Só muda de dono por guerra (15)
Sede de clã (no lote do clã, 19) US$ 200 Postada por um membro 18+ verificado; o clã existe e joga sem ela
Estandarte de aliança US$ 500
Anúncio de criador (por item à venda na loja) US$ 15 Também é antispam; perdida se o item for removido por cópia ou fraude
  • Forma: híbrida. O valor é em dólar, convertido em token pelo TWAP no dia de travar, mas a quantidade de tokens não pode passar de 2× para cima nem para baixo da referência anual (média dos 12 meses anteriores). Devolve os mesmos tokens travados, nunca mais. Por quê: em dólar puro, um preço manipulado para cima reduz a caução a quase nada e um preço no chão a torna proibitiva; em token fixo, ela vira pó quando o preço cai (§H).
  • Fila de saída: quem larga o direito recebe a caução em 30 dias, e a devolução total do jogo fica limitada a 20% de tudo o que está em caução por mês; o que passa espera na fila, em ordem.
  • Carência: a mesma sede ou o mesmo lote não pode ser retomado pela mesma conta ou clã em 90 dias.
  • Caução volta só para a carteira que a postou. Nunca serve de garantia de empréstimo nem conta para a temporada.
  • Sem token (portão I não atingido), não há caução: terra e sede seguem com as regras em ouro de 15 e 19.

O que o modelo mostra.

  • A caução trava 1,4% a 3,0% da oferta (meses 60 e 120, todos os cenários), mas isso é 19% a 42% do que circula (base: 26% no mês 60 e 36% no mês 120). No Monte Carlo, caução sobre circulante fica entre 4% e 55% (P10 a P90), com mediana de 26%.
  • Ela cresce com o jogo: no cenário de crescimento (capítulo a cada 6 a 9 meses), a caução vai de US$ 0,2 mi no mês 6 para US$ 1,9 mi no mês 36. Como é em dólar, quando o preço do modelo sobe ela trava menos tokens: a caução prende dólar de demanda, não uma quantidade fixa de tokens.
  • A terra trava pouco (são poucos lotes por capítulo, de propósito). Quem trava mais são criadores e clãs.

Corrige: diagnóstico 2.

C. Economia de criadores

Por quê. A compra de token tem que vir de alguém comprando algo dentro do jogo. Cosmético feito por jogador e vendido na loja do estúdio é isso: o comprador paga pelo trabalho de outro jogador, e o criador recebe em token. Funciona como o pagamento de criadores do Roblox, mas no sentido inverso: o estúdio compra a moeda para pagar, em vez de recomprá-la de quem quer sair.

Números (proposta).

  • Na loja de itens de criador, o comprador paga em cartão, PIX ou token, pelo mesmo preço em dólar. O catálogo do próprio estúdio é só cartão e PIX (I).
  • Parte do criador: 30% do preço líquido, sempre em token. Se o comprador pagou em token, a parte do criador sai desse token. Se pagou em cartão ou PIX, o estúdio compra o token no mercado naquele momento, como custo daquela venda.
  • O pagamento fica retido 60 dias num contrato público (estorno de cartão, MED do PIX) e só então vai para a carteira do criador. O estúdio não guarda o token.
  • Compra pelo próprio criador (mesmo KYC) ou por conta ligada (mesmo clã, aparelho, meio de pagamento ou padrão repetido) paga zero.
  • Acima de US$ 500 por mês, o pagamento a um criador passa por revisão manual antes de liberar.
  • Parte de criadores nas vendas de cosmético: cenário, não regra. No modelo, 20% no lançamento, +4 pontos por capítulo, até 40%.
  • Revenda de item de criador no mercado do token: 2,5% de royalty para o criador. Revenda de item do estúdio: 2,5%, queimados (o estúdio não usa token para pagar contas). Fora do modelo; é pequeno.

O que o modelo mostra. No cenário base, a compra do estúdio para pagar criadores vai de ~US$ 6 mil por mês no primeiro ano a ~US$ 12 mil no fim. É menor que os ralos, mas é compra ligada a consumo, não a lucro, e cresce com o número de criadores. No modelo, 50% dos itens de criador são pagos em token. Criadores vendem 70% do que recebem (suposição); ainda assim é uma das menores fontes de venda.

Corrige: diagnóstico 4. Substitui a recompra de 20% da receita como fonte de compra.

D. Temporada: pequena e com teto

Por quê. A temporada é o "extra" de quem joga. Grande demais, vira a principal pressão de venda e o motivo de existir de fazendas de robôs.

Números.

  • Paga só pela reserva, no máximo 25% da queima da temporada anterior (temporada = trimestre).
  • Ponderada por jogo verificado, como em 14 §8: jogadores distintos com quem negociou e variedade de atividade; conta do mesmo clã, IP ou padrão repetido conta pouco ou nada; um KYC, uma conta elegível.
  • Pausa automática no mês em que o preço cai mais de 30% em 30 dias. O que não é pago fica na reserva e não vira dívida.
  • Nenhuma distribuição paga com recompra.
  • Retida por 30 dias (P4, adotada em 03/11/2026). O que a temporada paga a uma conta fica 30 dias num contrato público antes de ir para a carteira. A conta banida nesse prazo perde o retido, que volta à reserva (não é redistribuído a outras contas). O teto de 25% conta o valor concedido, não o liberado. Banir depois dos 30 dias não recupera o que já saiu; por isso o relatório de §E publica a temporada paga a contas banidas depois.
  • Teto por conta (P5, adotada em 03/11/2026). Nenhuma conta recebe, numa temporada, mais de 10 vezes a mediana das contas pagas naquela temporada. O 10 é proposta, a calibrar no alfa com a distribuição real. O que passa do teto fica na reserva.
  • Temporada pessoal (P6, adotada em 03/11/2026). A elegibilidade fica presa ao KYC da pessoa e não pode ser delegada nem emprestada. Conta emprestada (a "bolsa" de gerente de Axie, Thetan e Pegaxy) perde a elegibilidade, e isso vai nos termos de uso. Conta banida perde também o retido, como em P4.

O que o modelo mostra.

  • A média por conta ativa fica em ~US$ 0,12 a 0,19 por mês no cenário base e no de crescimento; com 30% de robôs, US$ 0,08 a 0,13. É um extra pequeno, como deve ser.
  • Baixar de 25% para 10% quase não muda o êxodo (pior queda em 30 dias de −20,0% contra −21,7%; fundo de 0,45 contra 0,51). A temporada não é o que derruba o preço; o teto de 25% fica.
  • A pausa age pouco nos cenários (ligada em 0 a 1 mês de 120). Ela é seguro contra o caso extremo, não o estabilizador principal.
  • P4 e P5 não são simulados por conta: o modelo é agregado e não tem a distribuição da temporada por conta, que não vamos inventar (saída §13). P4 aparece só no agregado: se metade da temporada dos robôs for paga a contas banidas em 30 dias (suposição, sem dado), os robôs ficam com 25,9% da temporada no pior caso, contra 51,7%, e cerca de US$ 1,0 mi em 120 meses volta à reserva (saída §15.3). O humano recebe o mesmo. P6 é regra de termos de uso, fora do modelo.

Corrige: diagnóstico 3 (parte do fundo) e 4; e, de 39, a fazenda de contas (Alien Worlds), a conta gigante (Gods Unchained) e a bolsa por fora (Thetan, Pegaxy, YGG).

E. A tesouraria nunca vende token

Por quê. Tesouraria que vende para pagar contas é pressão de venda permanente e torna o preço do token parte do orçamento do estúdio.

Regra.

  • O estúdio paga contas em dinheiro (cartão e PIX dos cosméticos).
  • Token da tesouraria só serve para: liquidez de protocolo (G), pagamento de criador em falta (quando o disjuntor do oráculo está ativo, a tesouraria adianta e o estúdio compra no mês seguinte para repor) e queima.
  • A tesouraria recebe 1 ponto da taxa de 5% do mercado do token.
  • Relatório mensal público, em duas partes, no mesmo dia:
    • Tesouraria: saldo e endereços, entradas, saídas por uso, liquidez posta no pool, queima do mês e do trimestre, liberação contra o teto de 50%, temporada paga ou pausada, pagamentos a criadores retidos e liberados.
    • Economia (P1, adotada em 03/11/2026): fontes e ralos de ouro e de token do mês; circulante calculado na rede contra o calendário publicado, com a diferença explicada; parte dos novatos no dólar que compra token (a guarda de §I); temporada paga a contas banidas depois e o que foi estornado (§D); meses com venda travada no piso e tokens sem comprador (§G); ativos humanos verificados, não carteiras. O primeiro relatório sai antes do beta (no alfa, com a moeda de teste, como ensaio).
  • Responsável pela economia (P2, adotada em 03/11/2026). Uma pessoa nomeada, o dono no começo, assina o relatório e é quem aciona as alavancas já publicadas: o controlador de ralos do ouro (x0,8 a x2,0, 33 §10), os gatilhos de robôs de 5% e 10% e as revisões do piso de caixa e da guarda de novatos (§I), e a pausa e o teto da temporada (§D). Não cria alavanca nova nem muda regra sozinho: mudança de regra passa por 00. O nome vai no relatório. Vale a partir do beta; antes, é o dono.
  • Chaves da ponte e da tesouraria (P7, adotada em 03/11/2026). Assinaturas múltiplas com signatários independentes: nenhuma entidade sozinha tem chaves suficientes para assinar (na Ronin, 4 das 5 chaves tomadas eram de uma só empresa, 39 §1); trava de tempo nas saídas grandes da tesouraria, para haver tempo de ver e parar; alerta público de toda movimentação da tesouraria e das chaves. Números na Fase 2 (quantas assinaturas e de quem, prazo da trava, o que é "saída grande", limites por saque), junto com a auditoria dos contratos (34 §8).

O que o modelo mostra. Tesouraria vendendo: zero, em todas as corridas (é um teste: test_tesouraria_nunca_vende). Custo: sem vender token, o estúdio não transforma em dinheiro o que o jogador paga em token (§I). P1, P2 e P7 são regras operacionais e ficam fora do modelo.

Corrige: diagnóstico 3; e, de 39, o relatório que só olhava a tesouraria (EVE, MIR4, Pixels) e as chaves concentradas (Ronin, Horizon, Play Bridge).

F. Liberação mais longa

  • Equipe: 12 meses de carência + 72 lineares, contados do lançamento público.
  • Parcerias: por marcos, teto de 60 meses.
  • Testers: como no v1 (25% no lançamento + 12 meses).

O que o modelo mostra. Pico do calendário fixo: 4,3 mi por mês (v1: 5,9 mi), terminando no mês 84 (v1: 60). Mesmo assim, a maior venda líquida mensal do cenário base vem desse calendário (mês 25, US$ 59 mil, 38% da venda do mês). É a janela de risco do token, como 37 já dizia.

G. Liquidez

Por quê. O time contribui só com trabalho (decisão do dono, 00). Então o pool do protocolo não pode depender de dinheiro de ninguém do time: ele abre com token e só junta dólar quando jogadores compram.

Regras.

  • Liquidez de protocolo, aberta só com token. No lançamento, o pool recebe 5 mi de tokens e US$ 0 do estúdio. Os tokens ficam numa faixa de um lado só que começa no preço de piso (no modelo, o índice 1,00; o valor em dólar do piso é proposta a calibrar no beta e vai publicado no contrato). O lado em dólar nasce vazio e só cresce com compras de jogadores. O LP (a posição) fica com a tesouraria.
  • Piso. Abaixo do piso não há comprador no nosso pool. Uma venda que não acha comprador não acontece: o token fica com quem queria vender. Só sai do pool o dinheiro que compradores puseram nele. Resultado: no nosso pool não há espiral abaixo do piso, mas também não há saída abaixo dele.
  • Aviso honesto: o piso só existe no NOSSO pool. Outro pool ou uma corretora pode negociar abaixo dele, e isso não controlamos. O piso não é preço garantido e nenhum material pode apresentá-lo assim (§5).
  • Sem incentivo pago de liquidez (sem "liquidity mining").
  • Faixa acima do preço: quando o preço passa de 1,5× a média dos 12 meses, tokens da liquidez entram no pool, e o dólar que entra fica no pool, nunca vai para contas. Conta no teto de 50% (A), exceto no primeiro ano.
  • Disjuntor do oráculo: a loja cobra pelo TWAP de 30 minutos (24 horas no primeiro ano, abaixo). Se o preço à vista se afastar mais de 10% do TWAP, ou o TWAP andar mais de 25% em 24 h, a loja pausa o pagamento em token (cartão e PIX seguem), caução e imposto usam o último TWAP válido, e pagamento de criador sai da tesouraria. Regra e limites públicos.

Resguardos da fase de lançamento (primeiros 12 meses), porque o pool é raso. São propostas; o modelo não tem oráculo e não simula estes três.

  1. TWAP mais longo para os ralos com preço em dólar: 24 h em vez de 30 min nos primeiros 12 meses. Depois, volta a 30 min se a calibração mostrar um pool fundo.
  2. Disjuntor do oráculo, o de cima, com os limites de 10% e 25%.
  3. Pausa por movimento: se o preço à vista andar mais de 10% em 1 hora, a loja pausa o pagamento em token até o preço assentar (cartão e PIX seguem). X = 10% é proposta, o mesmo limite do disjuntor. Com TWAP de 24 h, o limite de 10% contra o preço à vista dispara mais fácil; calibrar no alfa.

O que o modelo mostra (saída §10b). O pool sem dinheiro do time junta dólar real só com compras de jogadores: US$ 135 mil no mês 3, US$ 218 mil no mês 12 e US$ 326 mil no mês 36 (cenário base). Nos meses 1 a 12, com só os testers e o pool circulando, o índice de preço chega a 2,53 no mês 8 e fecha o primeiro ano em 1,89.

Cenário Tokens que não acharam comprador (120 meses) Meses com venda travada no piso
base 0,8 mi 2
êxodo 5,7 mi 22
choque 8,9 mi 3
baleia 7,3 mi 3
conversão ruim 1,2 mi 3

A coluna de tokens soma tentativas de venda sem comprador: o mesmo token que volta à carteira e é oferecido de novo conta outra vez.

O custo, dito sem rodeio. No êxodo, 22 meses têm venda travada no piso: quem quer sair não consegue sair por este pool. É a troca de um pool sem dinheiro do time: sem espiral abaixo do piso no nosso pool, mas sem saída ali. O choque (venda externa que derrubaria o preço 80%) e a baleia (10 mi de tokens, 1% da oferta) batem no piso: os dois terminam com fundo de 0,45 do nível do mês 29 (−55%). Com ralos em dólar, a mesma atividade queima 1,51× mais tokens no mês do fundo, e no mês 36 o índice está em 1,03× o do mês 29. Esse risco precisa estar escrito no whitepaper (16). Pool raso é um risco real do lançamento: por isso existem os três resguardos.

H. Preço em dólar nos ralos do estúdio

Por quê. Com preço em dólar, quando o token cai, a mesma atividade queima mais tokens: o ralo trabalha contra a queda. Com preço em token, ele barateia junto com o preço e acelera a queda.

Ralo Preço Destino
Cosmético de criador Dólar, cobrado em token pelo TWAP Parte do criador ao criador; o resto 100% queimado. O catálogo do próprio estúdio fica fora: é só cartão e PIX (I)
Taxa de cunhagem de NFT de jogador Dólar (proposta: US$ 0,50), cobrada em token 100% queimada
Imposto de terreno (Harberger) Valor declarado em dólar; imposto cobrado em token 100% queimado
Caução Dólar, convertido no dia, faixa de 2× (B) Travada; volta nominal
Taxa do mercado do token 5% do preço combinado entre jogadores 4 pontos queimados, 1 tesouraria

O que o modelo mostra. Mesma atividade (cenário base, mês 24), preço ×0,2: com preço em dólar a queima vai de 1,8 mi para 9,0 mi por mês e o dinheiro que entra não muda (US$ 119 mil); com preço em token a queima fica em 1,8 mi e o dinheiro que entra cai a um quinto (US$ 24 mil). Achado que mudou com o pool sem dinheiro do time: no êxodo, o fundo é quase o mesmo com ralos em dólar e em token (0,51 contra 0,50), e no êxodo duro (−80% em 3 meses) também (0,46 nos dois). Neste modelo o fundo do êxodo não depende do preço em dólar; quem pesa mais é a caução (§B: híbrida 0,51 contra 0,38 em token fixo; êxodo duro, 0,46 contra 0,36). O preço em dólar fica porque o ralo continua trabalhando a favor do preço (queima 5 vezes mais tokens com o preço a um quinto) e arrecada o mesmo dinheiro, mas não é mais o estabilizador mais forte do desenho.

Corrige: diagnóstico 5.

I. Portão do token, catálogo do estúdio e economia do ouro

  • Portão (adotado de 37 §3): o token só é lançado se o beta medir receita bruta de cosmético ≥ US$ 0,40 por jogador ativo por mês. Abaixo disso, o jogo sai sem token: cosméticos em cartão e PIX, e nada muda na jogabilidade (ouro, terra instanciada, profissões não dependem do token, 14 §1).
  • Catálogo do estúdio só em cartão e PIX (decidido em 03/11/2026). O token paga só: itens de criador; escrituras, caução e taxa de cunhagem; e o mercado entre jogadores. No modelo, STUDIO_CATALOG_TOKEN = False. Era uma recomendação em 00; agora é decisão do dono, pelo mesmo motivo do pool (o time contribui só com trabalho).
  • Piso de caixa (proposta, agora um alarme): se a receita de cosmético em cartão e PIX ficar abaixo de US$ 0,20 por ativo por mês (custo de servidor) por dois meses seguidos, dispara revisão de preços e custos pelo dono. A alavanca de antes (tirar o token do catálogo) já foi aplicada por decisão, e injetar dinheiro do time está fora.
  • Ouro: o controlador de ralos persegue a banda (BAND_CTRL ligado em economia.py, alavanca de x0,8 a x2,0), como 37 §1 propôs.
  • Robôs, gatilhos operacionais: acima de 5% de robôs estimados nas contas ativas, prioridade de banimento; acima de 10%, nenhum ralo novo de preço entra antes de uma onda de banimento.
  • Guarda de novatos, como alarme (P3, adotada em 03/11/2026). Se os novatos (nos três primeiros meses de jogo) passarem de 20% do dólar que compra token num trimestre, depois do mês 12, o responsável pela economia (§E) revisa e publica o resultado no relatório. Os 12 primeiros meses ficam de fora porque no lançamento todo mundo é novato. Nunca há compra obrigatória na entrada: nada se paga para jogar nem para entrar na temporada (00 E1). É alarme, não trava automática. No modelo, o mesmo limite é um teste: test_novatos_abaixo_da_guarda (saída §15.1) é a implementação do alarme no modelo. O teste usa 20% nos meses 13 a 120 e 25% em qualquer mês; no base o número é 11,7% (pior mês, 13,0%), e um kit de entrada de US$ 3 por novato o estoura (mutante). Em produção o alarme olha o trimestre.

O que o modelo mostra. O que o jogador paga em token no catálogo do estúdio é queimado, não vira dinheiro. Com 50% das compras do catálogo em token (premissa do v1), o caixa do estúdio no mês 24 do cenário base é US$ 32 mil com o token vivo contra US$ 94 mil com o token a zero; em 120 meses, US$ 4,90 mi contra US$ 13,45 mi. Com o catálogo só em cartão e PIX (e 50% dos itens de criador pagos em token), o caixa sobe para US$ 79 mil no mês 24 e US$ 10,92 mi em 120 meses. Com conversão ruim (2% × US$ 8), o caixa é negativo (−US$ 6 mil no mês 24 e −US$ 1,04 mi em 120 meses com o token vivo; −US$ 3 mil e −US$ 0,50 mi com o token a zero), e o portão impede o lançamento do token.

Sensibilidade, medida com o modelo (cenário base, 120 meses):

Catálogo do estúdio aceita token Parte paga em token Queimado Caixa do estúdio, 120 meses Caixa do estúdio, mês 24 Dólar real no pool, mês 12
sim 50% 323,1 mi US$ 4,90 mi US$ 32 mil US$ 299 mil
sim 20% 311,9 mi US$ 10,03 mi US$ 69 mil US$ 240 mil
não (decidido) 50% dos itens de criador 309,7 mi US$ 10,92 mi US$ 79 mil US$ 218 mil
sim 0% 299,4 mi US$ 13,45 mi US$ 94 mil US$ 199 mil

Fechar o catálogo do estúdio em cartão e PIX custa cerca de 4% da queima (323,1 → 309,7 mi) e mais que dobra o caixa do estúdio (US$ 4,9 → 10,9 mi). É esse caixa a mais que evita que o time precise algum dia injetar dinheiro. O pool ainda junta cerca de US$ 218 mil de dólar real até o mês 12, todo de compras de jogadores. Quase toda a queima vem de escrituras, imposto, cunhagem, mercado entre jogadores e itens de criador.

Corrige: diagnóstico 6.

J. Comunicação

Ver "Como falar disso", abaixo. O preço de referência do modelo (US$ 0,02) é só um conversor de unidade e não aparece em material nenhum.

3. O que o modelo mostra, em uma página

Pergunta Resposta no modelo Onde na saída
A oferta só encolhe? Sim, em todos os cenários e em 500 de 500 corridas. Queima de ~31% em 120 meses no base (29,3% a 31,2% nos cenários nomeados) §2, §11
Quanto fica travado? 1,4% a 3,0% da oferta; 19% a 42% do circulante §4
O êxodo vira espiral? Não, no nosso pool. O índice cai com a população (fundo de 0,51 com −50% de ativos; 0,46 no êxodo duro) e para de cair quando ela para. O que mais pesa é a caução híbrida (0,51 contra 0,38 em token fixo). Mas há um custo: 22 meses com venda travada no piso e 5,7 mi de tokens sem comprador; abaixo do piso ninguém sai por este pool §5, §10b
O pool sem dinheiro do time funciona? No base, sim: junta US$ 218 mil de dólar real até o mês 12 e US$ 326 mil até o mês 36, só de compras; 0,8 mi de tokens sem comprador em 120 meses (2 meses no piso) §10b
Maior venda líquida mensal US$ 59 mil no mês 25 do cenário base; 38% dela é equipe, parceiros e testers §7
Temporada por ativo ~US$ 0,12 a 0,19 por mês §8
Caixa do estúdio, base, mês 24 US$ 79 mil com o token vivo (catálogo só em cartão e PIX); US$ 94 mil com o token a zero. Em 120 meses, US$ 10,92 mi contra US$ 13,45 mi §9
v1 × v2 v1 devolve 67% da queima à circulação; v2 libera ≤ 50% e no base fica em 79 mi para 310 mi queimados §3

Limite principal: no longo prazo, o preço do modelo deriva para cima, porque a demanda em dólar não reage ao preço e ninguém de fora vende além do giro de 3%. Depois que o calendário fixo termina, quase nada novo circula. Isso é efeito das premissas, não previsão; por isso o modelo só é lido em medidas relativas (§13 da saída).

4. Exploits e defesas

Exploit Defesa Conta do modelo
Criador compra o próprio item com cartão para tirar token Mesmo KYC ou conta ligada recebe zero; retenção de 60 dias; revisão acima de US$ 500 por mês; estorno descontado de pagamentos futuros Por outra conta não ligada: paga US$ 1,00 e recebe US$ 0,255 em token dois meses depois; perde 74,5%. Como lavagem, rende pouco e deixa rastro de KYC dos dois lados
Caução em ciclo (trava, destrava) Devolve só o nominal; não conta para nada; fila de 30 dias Ganho zero
Robôs farmando temporada Um KYC = uma conta elegível; peso por jogo verificado; teto de saque de US$ 25 nos 90 primeiros dias; temporada pequena (25% da queima); retida 30 dias com estorno para conta banida (P4); teto por conta de 10× a mediana (P5) Conta de robô verificada recebe ~US$ 0,17 por mês. Banir metade em 30 dias (suposição) devolve metade da parte dos robôs à reserva (saída §15.3); P5 não é simulado
Bolsa: pessoa com KYC empresta a conta a um "gerente" Elegibilidade pessoal e não delegável; conta emprestada perde a elegibilidade nos termos de uso (P6); teto por conta (P5) Fora do modelo
Chaves da ponte ou da tesouraria tomadas (Ronin, Horizon) Signatários independentes, nenhuma entidade assina sozinha; trava de tempo em saída grande; alerta público (P7) Fora do modelo; números na Fase 2
Pasto para sempre num lote parado (Sandbox) Pasto de no máximo 60 dias a cada 12 meses, Harberger continua valendo, leilão por inatividade (15, P8) Pior caso: 6 meses parado, em vez de sem limite (saída §15.4)
Manipular o oráculo para pagar menos tokens TWAP de 30 min (24 h no 1º ano); disjuntor (G); teto diário por conta nas compras em token; caução com faixa de 2× Subir o TWAP de 30 min em 10% pede comprar ~US$ 25 mil e segurar contra arbitragem, para ganhar ~9% só sobre o que a mesma conta comprar naquela janela. No 1º ano a janela a segurar passa de 30 min para 24 h
Clã trocando de sede em ciclo Fila de 30 dias; carência de 90 dias para a mesma sede; caução nova ao preço do dia Ganho zero
Baleia ou venda coordenada Piso do pool; ralos em dólar; pausa da temporada; faixa de liquidez 1% da oferta de uma vez: fundo de 0,45 do nível do mês 29 (−55%); queima 1,51× no mês do fundo; mês 36 em 1,03× o mês 29. 7,3 mi de tokens (tentativas) sem comprador
Corrida de saída abaixo do piso (êxodo, baleia) A venda sem comprador não acontece: o token fica com o dono; sem espiral no nosso pool Êxodo: 22 meses com venda travada, 5,7 mi de tokens sem comprador. Ninguém sai abaixo do piso por este pool
Mercado de fora negociando abaixo do piso Não controlamos; avisar no whitepaper e nos termos que o piso só existe no nosso pool Fora do modelo
Mexer no preço do pool raso no lançamento TWAP de 24 h no 1º ano; disjuntor; pausa por movimento de 10% em 1 hora Pool com US$ 135 mil de dólar real no mês 3 e US$ 218 mil no mês 12
Fazenda de contas para airdrop de tester Um KYC por pessoa; airdrop por jogo real; só depois do parecer —

5. Como falar disso

Pode Não pode
"O token é a moeda do mercado de cosméticos e escrituras." "Invista", "oportunidade", "não fique de fora"
"Quem cria cosmético recebe uma parte de cada venda, em token." "Renda", "renda passiva", "salário", "ganhe a vida jogando"
"A temporada distribui um extra pequeno e variável, que pode ser zero." "Jogue para ganhar", "play-to-earn", "ganhe X por mês"
"A oferta é fixa; parte do que se gasta é queimada; a regra está no contrato." "Deflacionário", "o token vai subir", "valorização", "escassez garante preço"
"A caução volta inteira, nos mesmos tokens, quando você larga o direito." "Rendimento", "APY", "staking", "trave e ganhe"
"O preço pode cair e o token pode perder todo o valor." Qualquer preço-alvo, gráfico de preço do modelo, "preço de referência"
"O piso vale só no pool do protocolo; outros mercados podem negociar abaixo dele, e abaixo do piso o pool não tem comprador." "Preço mínimo garantido", "o token não cai abaixo de X", "saída garantida"
"Relatório econômico e da tesouraria, todo mês, em [endereço]." "A tesouraria garante o preço", "recompra para valorizar"
"O jogo é completo sem token; menores jogam sem economia." "Quem não tem token fica para trás"

Toda peça de comunicação sobre o token leva o mesmo aviso de risco do whitepaper (16).

6. O que não sabemos

  • Conversão e gasto por pagante. O modelo herda 5% × US$ 15; o portão existe porque isso pode não acontecer.
  • Quanto se paga em token. Com o catálogo do estúdio só em cartão e PIX, a dúvida é a parte dos itens de criador paga em token (50% no modelo). Mais token é mais queima e menos caixa (§I).
  • Quanto quem segura vende (giro). O modelo supõe 3% do circulante livre por mês; no Monte Carlo, de 1% a 6%. É o parâmetro que mais mexe no nível de preço.
  • Liquidez de lançamento. O pool abre sem dólar. O valor do piso, o dólar que os jogadores de fato põem no pool e quanto de venda fica sem comprador dependem de comportamento que só o alfa e o beta medem. Com só testers e o pool circulando, o índice do modelo chega a 2,53 no mês 8.
  • Saída de quem quer vender. Abaixo do piso, no nosso pool, não há comprador. Quanto isso pesa para quem entra é pergunta de produto e de comunicação, não do modelo.
  • Mercados de fora. Outro pool ou corretora pode negociar abaixo do piso. O modelo não os tem.
  • Criadores. Quantos, quanto vendem, quanto seguram. A parte de 20% a 40% nas vendas é cenário.
  • Profundidade de mercado real. O modelo só tem o pool do protocolo, e não tem oráculo: TWAP, disjuntor e os resguardos do lançamento (§G) não foram simulados.
  • Teto por conta e retenção. P4 e P5 não são simuladas por conta, porque o modelo é agregado (saída §13). O 10× é palpite até o alfa mostrar a distribuição real da temporada por conta, e a taxa de banimento em 30 dias (50% na saída §15.3) é suposição sem dado.
  • Comportamento em êxodo. O modelo supõe que toda caução devolvida é vendida (pior caso).
  • Jurídico. Caução, pagamento de criador em token e queima precisam do parecer (34 §10). Se o parecer barrar o token, o portão já cobre: o jogo sai sem token.

7. Calibrar no alfa e no beta

  • Receita bruta de cosmético por ativo (portão de US$ 0,40) e receita em cartão e PIX (piso de US$ 0,20).
  • Parte dos itens de criador paga em token (modelo: 50%).
  • Parte do criador (proposta 30%), parte de itens de criador nas vendas, retenção de 60 dias, revisão acima de US$ 500.
  • Caução por direito (US$ 150 / 80 / 400 / 200 / 500 / 15), faixa de 2×, fila de 30 dias e 20% ao mês, carência de 90 dias.
  • Teto da temporada (25% da queima) e gatilho de pausa (30% em 30 dias).
  • Teto conjunto de liberação (50% da queima do trimestre anterior).
  • Taxa do mercado do token (5%: 4 queima, 1 tesouraria), royalties de 2,5%, taxa de cunhagem de US$ 0,50.
  • Liquidez inicial (5 mi tokens, piso, TWAP longo no 1º ano), gatilho da faixa (1,5× a média), limites do disjuntor (10% e 25%) e pausa por movimento (10% em 1 hora).
  • Piso de lançamento em dólar; dólar real que entra no pool (modelo: US$ 218 mil no mês 12); tokens sem comprador e meses com venda travada no piso.
  • Alocação de parcerias (7%) e tesouraria (13%) contra contratos e usos reais; queimar o excesso da tesouraria no relatório anual se o uso seguir baixo.
  • Giro de quem segura, saída de novatos e de veteranos, parte de verificados 18+.
  • Robôs: participação real, gatilhos de 5% e 10%.
  • Guarda de novatos: limite de 20% por trimestre depois do mês 12 (P3) contra o número medido no beta.
  • Temporada: retenção de 30 dias (P4), teto por conta de 10× a mediana (P5) e elegibilidade pessoal nos termos de uso (P6).
  • Relatório econômico mensal (P1): fonte de cada número e contagem de ativos humanos verificados; nome do responsável pela economia (P2).
  • Ponte e chaves (P7), na Fase 2: quantas assinaturas, de quem, prazo da trava de tempo, o que é saída grande, alerta público.
  • Pasto com prazo: 60 dias a cada 12 meses por lote com escritura (P8, 15).
  • Rodar modelos/tokenomics_v2.py de novo com os dados medidos.

8. Pendentes do dono

Estão em 00, com a resposta recomendada: nome do token, rede, parte do criador e parcela da equipe. Decididos em 03/11/2026: a liquidez de protocolo abre só com token, sem dinheiro do time (§G), e o catálogo do estúdio é só cartão e PIX (§I). Decididas em 03/11/2026 ("pode aplicar"): as nove propostas de 39, P1 a P9 (§D, §E, §I e 15).

Modelo

modelos/tokenomics_v2.py, só biblioteca padrão. Reaproveita tokenomics.py, economia.py e sustentabilidade.py sem mudar as premissas deles. Passo mensal, 120 meses, população em coortes (novatos saem 12% ao mês, veteranos 4%), fluxos em dólar convertidos ao preço do mês.

Preço: um pool de produto constante (x tokens × y dólares = k) com a liquidez de protocolo, aberta só com token (5 mi, US$ 0 do estúdio) numa faixa de um lado só que começa no piso (índice 1,00). A venda que não acha comprador não acontece e o token volta à carteira. Toda compra e toda venda do mês passa pelo pool, em 4 passos por mês; o preço é y ÷ x. O modelo não tem oráculo: TWAP, disjuntor e os resguardos do lançamento (§G) são regra proposta, fora da simulação. O termo externo é o saldo de ordens (compra menos venda, em dólar) contra a profundidade do pool, mais o giro de quem segura. É um dispositivo de teste de estresse, não uma previsão.

Cenários: base (200 mil ativos, +0,5% ao mês), crescimento por capítulos, estagnação, êxodo (−50% em 6 meses), êxodo duro (−80% em 3), choque de −80%, baleia de 1% da oferta, 30% de robôs, conversão ruim (2% × US$ 8) e Monte Carlo de 500 corridas. O v1 roda nos mesmos cenários, reimplementado no mínimo.

Testes (python3 -m unittest modelos/test_tokenomics_v2.py): oferta nunca sobe; total nunca passa de 1 bilhão; caução volta nominal, nunca mais; temporada ≤ 25% e liberação ≤ 50% da queima anterior; tesouraria nunca vende; temporada pausa com queda acima de 30%; compra própria do criador paga zero; o estúdio não põe dinheiro no pool; o pool nunca paga mais do que recebeu; o preço nunca fica abaixo do piso; o dinheiro real do pool nunca é negativo. Cada invariante foi quebrada de propósito e o teste falhou (python3 modelos/mutantes_tokenomics_v2.py).

Falhas de outros jogos como teste de estresse (saída §15, análise em 39): dependência de novatos (teste STEPN), entrada parada a partir do mês 36, fazenda de contas e terra especulativa. Mais seis invariantes: com a entrada parada a oferta nunca sobe e o dinheiro real do pool nunca é negativo; no base, novatos ficam abaixo de 20% do dólar que compra token (test_novatos_abaixo_da_guarda, a implementação do alarme de P3); fora do modo pasto, nenhum lote fica parado mais de 4 meses com o mesmo dono; com o pasto limitado a 60 dias por 12 meses (P8), nenhum lote fica parado mais de 6 meses (2 de pasto + 4 de inatividade) com o mesmo dono; e com o estorno da temporada de robôs banidos (P4, só no agregado), a soma de todos os baldes segue 1 bilhão. Cada uma tem o seu mutante. P4 e P5 não são simulados por conta, porque o modelo não tem a distribuição da temporada por conta (saída §13).